Tempo de acordar. A ‘assombração’ que persegue Rui Borges no Sporting

Date:

Os golos nos últimos minutos continuam a assombrar o Sporting e o encontro do passado domingo, frente ao Famalicão, foi mais um exemplo daquilo que persegue Rui Borges desde que assumiu o comando técnico do clube.

Isto porque não é a primeira vez que os leões perdem uma vantagem na reta final de um jogo, já que, desde 2024/25, quando chegou ao emblema de Alvalade, o treinador leonino viu a vitória fugir em 17 ocasiões.

Tudo começou no jogo frente ao Vitória SC, que terminou com um empate com quatro golos para cada lado, depois de o Sporting ter estado a vencer, por 3-1, a certa altura, com o fenómeno a repetir-se mais quatro vezes até ao fim da campanha, diante de FC Porto, AVS, Sporting de Braga e Benfica, com todos estes jogos a terminarem com uma igualdade.

No entanto, e apesar do título nacional conquistado pelo clube nessa época, o pior estava ainda para chegar, visto que o problema foi duplicado na temporada seguinte.

É verdade. Parece mentira, mas o Sporting foi vítima de ‘adormecimentos’ da sua própria equipa em 10 jogos ao longo de 2025/26, constituindo uma das principais razões para que tivesse perdido a I Liga e a Taça de Portugal conquistadas na época anterior.

O Sporting de Braga inaugurou a série em Alvalade, seguindo-se um empate diante da Juventus na Liga dos Campeões, depois de ter estado a vencer, em Turim, por 0-1. O Benfica aumentou a sequência na Luz e o Bayern deu a derrota com direito a reviravolta em Munique. Gil Vicente, Vitória SC – este, na meia final da Taça da Liga -, AVS – na Taça de Portugal -, novamente o Sporting de Braga e o AVS, terminando com um empate diante do Tondela, depois de ter estado a vencer por dois golos de diferença.

Nova época, problema acrescido?

A nova temporada 2026/27 começou à pouco mais de um mês e a contagem já foi aberta para os jogos a perder vantagens de Rui Borges no Sporting. Mas, desta vez, o problema foi ainda mais visível.

Depois de ter estado a vencer, por 0-2, frente ao Estrela da Amadora e acabar com um jogo empatado a dois, o Famalicão foi o próximo a fazer algo parecido… com menos um jogador em campo. O Sporting também marcou o 0-1 perto do fim, mas viu Gonçalo Inácio assinar um autogolo no período de compensação, quando os famalicenses já se encontravam a jogar com 10 elementos.

Os dados não enganam e mostram um padrão que deve preocupar o emblema de Alvalade. Das 17 vezes que perderam a vantagem num encontro, 13 delas foram em jogos fora do Estádio de Alvalade, sendo as deslocações um caso bicudo para resolver urgentemente.

Outro ponto assente é o facto de que houve quatro partidas em que o Sporting até esteve a vencer por dois golos de vantagem ou em duas ocasiões distintas e, mesmo assim, viu-se a contentar com um ponto apenas.

A conta já vai em dois para a nova época, resta agora saber qual será o número final para a contagem do Sporting nesta problemática que já persegue a equipa de Rui Borges há quase duas temporadas.

— Mais como isto

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui