Futuro de Rui Borges em discussão no Sporting: “Há razões evidentes…”

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O futuro imediato de Rui Borges voltou à discussão, no ‘universo’ do Sporting, depois do empate a uma bola concedido, no passado fim de semana, na deslocação ao Estádio Municipal de Famalicão, que ampliou para quatro pontos a distância para o líder e campeão em título da I Liga, o FC Porto.

O tom de contestação em torno do treinador mirandelense aumentou, uma vez mais, mas, em declarações prestadas à Rádio Renascença, Zeferino Boal, antigo candidato à presidência do emblema verde e branco, deu um ‘diagnóstico’ claro: “De uma forma muito pragmática e muito simples, há razões mais do que evidentes para manter o Rui Borges”.

“Acredito no treinador, acredito na sua competência. Obviamente que as coisas não se fazem de um momento para o outro. Houve uma decisão estratégica enquadrada no trabalho que foi feito no passado. Apesar do insucesso desportivo da época passada, foi necessário fazer as alterações”, começou por afirmar.

“Portanto, encaro com naturalidade; não quero é voltar ao tempo em que o Sporting, por época, tinha dois, três, quatro treinadores, e sempre a recomeçar o trabalho. Há que dar confiança à equipa técnica liderada pelo Rui Borges e também aos jogadores jovens que temos neste momento no plantel”, acrescentou.

“Gonçalo Inácio foi escolhido para capitão pelo seu passado no Sporting, pelo seu sucesso desportivo”

Nesta mesma intervenção, o atual presidente dos Leões de Portugal desvalorizou as notícias que vão dando conta da possibilidade de Gonçalo Inácio vir a ser relegado ao banco de suplentes, na sequência de uma série de erros individuais comprometedores, o últimos dos quais, o autogolo, que custou dois pontos, no Minho.

“Há decisões que foram tomadas e quem está por dentro saberá porquê. O Gonçalo Inácio foi escolhido para capitão pelo seu passado no Sporting, pelo seu sucesso desportivo, pela sua competência e pela sua responsabilidade. Pergunto se às vezes o mais fácil é tirar alguém que pode não estar no seu melhor momento e encostá-lo, que sinal se está a dar a todo o plantel?”, refletiu.

“Portanto, quem está por dentro, quem trabalha com eles diariamente, saberá encontrar a melhor solução a nível de emoções e a nível psicológico para não fragilizar e não dar um sinal que pode ser prejudicial. Se o Gonçalo Inácio foi sempre idolatrado, não vai deixar de ser, por um momento  menos feliz que esteja a atravessar”, completou.

“Infelizmente, o futebol não permite que FC Porto e Benfica percam…”

A terminar, Zeferino Boal alertou para a importância de o Sporting reagir ao mais recente ‘deslize’ com uma vitória sobre o Arouca, pelas 20h30 (hora de Portugal Continental) do próximo sábado, no Estádio José Alvalade, até porque, 24 horas depois, haverá lugar a um sempre ‘escaldante’ Clássico entre FC Porto e Benfica, no Estádio do Dragão.

“Só é possível a vitória e mais nada, para mais, num fim de semana em que há um Clássico. Infelizmente, o futebol não permite que os dois contendores no Porto percam o jogo, não é possível atribuir zero pontos. Portanto, o Sporting só tem de fazer aquilo que é da sua responsabilidade, ter os três pontos”, rematou.

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