Marco Silva mostrou-se, na noite de domingo, muito satisfeito com a vitória do Benfica frente ao Gil Vicente (3-1), em jogo da 6.ª jornada da I Liga, ainda que os golos decisivos só tenham surgido perto do apito final no Estádio da Luz. Em conferência de imprensa, o técnico das águias admitiu, no entanto, que deveria ter feito mais alterações no onze (apenas lançou Enzo Barranechea no lugar de João Palhinha), por conta da “fadiga”, ao mesmo tempo que elogiou a estreia de Claudio Echeverri.
“Eu fiz só uma alteração e, sinceramente, se calhar devia ter feito mais, porque senti a equipa um pouco pesada. E isto é para as duas equipas: estava bastante calor, mesmo, difícil. Sofrer um golo e começar em desvantagem cria também, além de alguma fadiga… Mas nós não nos podemos queixar. É o que é o calendário. Nós é que decidimos colocar o jogo do Moreirense na data em que o colocámos. Portanto, não há queixas. Compete-me gerir. Fiz uma alteração, se calhar devia ter feito ainda mais para estarmos um pouco mais frescos. Nunca se sabe como é que a equipa vai reagir. Optei por fazer só uma, de um jogador que tem vindo a jogar muito também, que é o Enzo [Barrenechea], que eu sabia que estava com condição e que tem feito muito bem o seu trabalho. E possivelmente devia ter feito mais. Mas sentiu-se”, começou por analisar Marco Silva.
“O que é certo é que quem veio do banco deu uma boa resposta, ajudou a equipa, e isso é importante. O João [Palhinha], com a sua capacidade, empurrou a equipa para a frente. Começou a ganhar duelos, fresco, e precisávamos dele fresco também. E ele, no momento em que entrou, estava fresco. O Fredrik [Aursnes], um pouco mais cerebral, a dar, não tão profundo como o Leandro [Barreiro], mas a dar-nos um pouco mais de cérebro. E depois, quando arriscámos mais, com o Claudio [Echeverri], uma boa entrada, um bom impacto do Claudio, e depois com dois avançados. Acima de tudo, os jogadores que entraram ajudaram bastante a equipa e isso, para nós, é importante. Demonstra que não só quem começa, mas quem está no banco, tem de ser decisivo jogando no Benfica”, destacou, antes de ser questionado sobre o impacto do jogador emprestado pelo Manchester City.
“Foi importante. Agradou-me bastante, porque ele precisa de mais tempo connosco. Acho que a paragem para as seleções será muito importante para ele, porque, feliz ou infelizmente, iremos ficar com poucos jogadores. À partida, não sabemos o que será a convocatória, mas, se ficar connosco, será importante para ele. Vamos ter um bom tempo para trabalhar e para colocá-lo ao melhor nível. Mas agradou-me bastante. Num momento decisivo do jogo, um momento em que ele tem de entrar e que joga numa posição em que tem de ser decisivo, tem de assumir, e isso agradou-me, a forma como ele assumiu, a forma como não teve medo de procurar a bola, a forma como, em muitas tabelas e momentos curtos, conseguiu, à entrada da área, fazê-lo, agrada-me bastante. No momento da paragem para hidratação, falei com ele e com o João [Palhinha] sobre qual seria o próximo passo para nós, colocando o [Jhon] Durán. Já o tínhamos preparado, mas aproveitámos aquele momento para lhe dar indicações, que íamos ficar só com dois médios e ele teria de ser o segundo médio, com o João, e com dois avançados. E ele, mesmo nesse momento, assumiu e bem, mesmo sem bola naquele momento. Gostei bastante. Foi pouco o tempo, mas gostei bastante. É um jogador muito criativo, é um jogador que, entre linhas, nos vai dar coisas muito boas. E nós, naquele momento, precisávamos de um jogador com a criatividade do Claudio [Echeverri]”, rematou Marco Silva.
Refira-se que o Benfica saltou para o segundo lugar da I Liga, somando agora 16 pontos e ficando a dois do líder FC Porto, com quem vai medir forças já na próxima jornada, no Estádio do Dragão. O Sporting, que acabaria por empatar, ainda no domingo, na visita a Famalicão, está no terceiro lugar, com 14 pontos, os mesmos que Santa Clara.