O FC Porto reagiu, este domingo, às notícias publicadas sobre um alegado escândalo da arbitragem, que apontava para uma alegada tentativa, por parte do emblema azul e branco, de afastar ou condicionar o árbitro Fábio Veríssimo.
Em comunicado, o FC Porto garantiu não estar envolvido no processo, esclarecendo que, em 2015, “perante a incompreensível nomeação de Fábio Veríssimo para o clássico da Taça de Portugal disputado no Estádio do Dragão, o FC Porto fez aquilo que qualquer instituição responsável faria: manifestou, pública e institucionalmente, a sua estranheza e indignação”.
“O FC Porto não nomeia árbitros. Não participa no processo de nomeação de árbitros. Não interfere nas decisões do Conselho de Arbitragem. (…) Naquele momento, encontravam-se pendentes processos que envolviam o clube e o árbitro nomeado, tornando a escolha particularmente imprudente e desnecessariamente arriscada para a credibilidade da competição, para o FC Porto e para o próprio árbitro”, informam os dragões.
“O clube comunicou essa posição ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, após ser conhecida a nomeação, reconhecendo expressamente a total independência do Conselho de Arbitragem. Não houve qualquer ação escondida, pressão clandestina ou interferência. Houve uma posição pública, frontal e fundamentada, publicada no dia 13 de janeiro e conhecida por todo o futebol português”, vincou o FC Porto.
A direção liderada por André Villas-Boas criticou, ainda, aquilo que considera ser “imaginação, desespero e uma vontade permanente de colocar o FC Porto sob suspeita”.
“Num momento em que a justiça portuguesa investiga eventuais interferências, favorecimentos e fugas de informação relacionados com a nomeação de árbitros, tentar inverter os papéis e envolver o clube que publicamente alertou para os riscos do sistema é uma deturpação particularmente grotesca dos factos”, pode ler-se.
“O FC Porto tem exigido esclarecimentos sobre o funcionamento da arbitragem e foi o único a defender a suspensão temporária de funções do Presidente do Conselho de Arbitragem, enquanto são apurados os factos sob investigação”, sublinham os azuis e brancos.
“Quem alertou passa a suspeito”
No mesmo comunicado, o FC Porto não deixou de assinalar que o ” nível das arbitragens a que tem sido sujeito desde o início da época é lamentável”.
“Em seis jornadas, apenas os encontros com o Rio Ave e o FC Arouca ficaram livres de qualquer incidente de arbitragem com prejuízo para o clube. Nos restantes jogos, a sucessão de decisões infelizes tem encontrado, com uma regularidade que há muito deixou de ser episódica, o mesmo prejudicado: o FC Porto. É esta realidade, pública e documentada, que o clube denuncia, e não a interferência inventada por quem precisa de fabricar suspeitas onde apenas existe o exercício legítimo da defesa institucional”, apontam.
“Quem alertou passa a suspeito. Quem tem a responsabilidade de nomear desaparece convenientemente da narrativa. Tudo em nome de mais uma tentativa de atingir o FC Porto”, frisam, antes de também recordarem que dentro de uma semana vão disputar um Clássico frente ao Benfica, no Estádio do Dragão.
“A proximidade de um clássico do futebol português parece despertar velhos reflexos em determinadas redações centralistas, onde a militância se sobrepõe demasiadas vezes ao rigor e o desejo de um determinado resultado se confunde com informação. Esse desejo é legítimo. A fabricação de suspeitas não é. O que o episódio de ontem revelou não foi qualquer envolvimento do FC Porto. Revelou, isso sim, o grau de hostilidade e obsessão que se instalou em alguns espaços mediáticos, nos quais o nome, o emblema e a reputação do clube são utilizados como instrumentos de audiência, mesmo quando os factos dizem precisamente o contrário”, detalham.
A fechar, o FC Porto informou também que está a “avaliar o sucedido e adotará todas as medidas que se revelem necessárias e adequadas à proteção do seu bom nome, da sua reputação e da sua imagem institucional, não deixando de recorrer, para esse efeito, aos meios que considere legalmente adequados”, dizendo que “aceita o escrutínio, a crítica e o contraditório”, mas que recusa “falsidades, insinuações ou campanhas que procuram manchar a Instituição e transformar a defesa legítima dos seus interesses numa suspeita de interferência”.
“Continuaremos a falar. Continuaremos a questionar. Continuaremos a denunciar aquilo que consideramos errado e a defender o Futebol Clube do Porto com total firmeza. Aos que preferiam um FC Porto calado, resta-lhes habituarem-se. O escândalo não está no FC Porto. O escândalo está em conhecer a verdade e, mesmo assim, escolher contar o contrário”, concluem os dragões.
[Notícia atualizada às 12h20]