Exigência máxima: “Temos de continuar a trabalhar. Foi um resultado importante e notou-se alguma evolução. Sabíamos que não era um campo fácil e que o adversário era muito físico e bem organizado, mas conseguimos gerir melhor algumas situações. Fomos eficazes e o resultado foi muito importante.”
Bolas paradas: “Na época passada também marcámos dois golos de bola parada e, este ano, voltámos a marcar um golo assim, mas não diria que só ganhámos por causa disso. Sempre que há oportunidade, nós tentamos atacar de uma certa forma e foi isso que aconteceu. Marcámos dois golos e tivemos um anulado. Gostava de deixar uma palavra especial ao Nehuén Pérez, porque ele mereceu este golo depois de uma época muito difícil. Fez um bom jogo e conseguiu trazer segurança ao jogo.”
Nehuén Pérez: “Está de volta e merece. Na quinta-feira, chamei-o ao meu gabinete e propus-lhe a possibilidade de jogar com a equipa B para ganhar alguns minutos. Um jogador da idade dele poderia ter levado a mal, mas ele aceitou e disse logo que queria jogar com eles para voltar à carga. Devido à lesão do Martim Fernandes no treino de sexta-feira e ao facto de o Alberto Costa ainda estar a recuperar, quis dar-lhe a oportunidade de ser titular. Quando fazemos as coisas bem, o karma arranja uma forma de nos recompensar, e eu acredito que ele mereceu esta noite, este golo e esta exibição.”
As alterações: “A segunda rodada de substituições foi forçada, porque na primeira abordei o Nehuén e ele disse-me que estava bem, mas depois teve de fazer dois sprints e sentiu cãibras, por isso tive de acelerar a segunda paragem e antecipei a entrada do André Silva. Idealmente, teria jogado menos minutos, porque só ontem é que treinou integrado e queria evitar qualquer risco, mas tive de o fazer.”
Deniz Gul: “Tem de continuar a trabalhar e a acreditar e, dessa forma, os golos vão acabar por surgir.”
Os marcadores de serviço: “Ambos mereceram. O Nehuén Pérez pela forma como trabalhou desde que sofreu a lesão e foi operado. É um grande homem e está sempre a colocar-se ao dispor da equipa. Quanto ao Borja Sainz, fico feliz porque sei que ele estava à procura deste golo há muito tempo e sempre foi um jogador que trabalhou muito pela equipa. Estou muito feliz por ambos os golos.”
90 minutos resumidos: “Viemos aqui para jogar num campo muito complicado contra uma equipa muito física, com muita qualidade e que se organiza muito bem. Nunca é fácil ganhar e fazer jogos espetaculares, especialmente nestas condições. Acho que gerimos e desbloqueámos bem o jogo. Tivemos a oportunidade de fechar o jogo mais cedo, tanto com o golo que foi anulado como com uma bola ao poste, mas considero que fomos eficazes. Contudo, há sempre aspetos a melhorar.”
Desânimo no final do jogo? “Estou com febre desde hoje de manhã. Conversei com alguns adjuntos apenas para preparar o próximo treino, como é habitual.”
Rodrigo Mora: “No final do jogo, especialmente quando ganhámos, os jogadores abraçam-se muito. É o que é. Eu vi os comentários e, por vezes, é fácil construir uma narrativa, mas a verdade é que ninguém falou comigo para saber se o Rodrigo Mora é a minha primeira, segunda ou terceira opção. Estas coisas não ajudam ninguém, porque quando alguém próximo de ti vem a público tomar uma posição, na verdade está a colocar-te debaixo dos holofotes errados. O Rodrigo Mora tem sido tema desde a época passada, depois as coisas estabilizaram, mas parece haver um desejo de construir uma narrativa em torno dele. Estou aqui para tomar decisões, tenho de escolher 11 jogadores para começar e outros para entrarem. Ter o Gabri Veiga e o Rodrigo Mora no mesmo plantel é um privilégio, mas temos de fazer escolhas. Na época passada eles jogaram quase o mesmo tempo. Claro que as pessoas têm expectativas, mas nós temos de tomar decisões e os jogadores têm de as aceitar, porque eu sou pago para gerir a equipa. Terminámos a época com o plantel todo em boa forma e feliz com a nossa conquista. É assim que as coisas são. Sobre os outros comentários, já dei a minha opinião e não tenho mais nada a dizer. Neste Clube e, especialmente nesta equipa, o grupo é a prioridade. Nada é maior do que o FC Porto.”
Mercado de transferências: “Não se fala apenas sobre o Santiago Giménez, que é um jogador do AC Milan. Leio todos os dias notícias no jornal com muitas especulações e comentários, que nem sempre são verdadeiros. Faz parte do mercado. Todos têm um papel, desde os treinadores, aos jogadores, dirigentes, clubes. Há sempre nomes a surgir, mas nem todos são verdadeiros.”
Kiwior e Nehuén na construção: “De acordo com a nossa posição em campo, há momentos em que o central tem de tomar iniciativa. No início da segunda parte, vimos o Kiwor a conduzir a bola, enquanto os outros jogadores estavam a ser marcados por adversários. O ponta de lança deles estava a cobrir o Bednarek e o Kiwior teve a oportunidade de entrar na área. É desta iniciativa e agressividade que precisamos. Quanto ao Nehuén Pérez, creio que assumiu bem uma posição a que não está tão habituado, mas para a qual tem capacidade suficiente, mesmo sem treinar. Só tomei esta decisão ontem e ele disse logo que estava disponível para o que fosse preciso. É um jogador inteligente, flexível e que se ajusta com facilidade, assim como o Pablo Rosario.”