Análise: “Temos de continuar a trabalhar. É um resultado importante, mas há coisas a melhorar. Sabíamos que este era um campo difícil e que íamos defrontar uma equipa muito física e bem organizada. Podíamos ter gerido melhor as coisas em alguns momentos, mas tivemos eficácia e, no futebol, o resultado é o mais importante.”
Quando preparou este jogo, decidiu trazer a mesma receita do ano passado para as bolas paradas? “É verdade que marcámos vários golos assim no ano passado e este ano estamos a conseguir fazê-lo novamente, mas isso é porque queremos sempre atacar com convicção este tipo de lances. Foi isso que fizemos esta noite. Marcámos um, outro foi anulado, mas o Nehuén merece, fez um belo jogo depois do tempo difícil que passou.”
Para um treinador que trabalha com um jogador diariamente e que vê o Nehuén sofrer, como se sentiu depois do golo? “Estou feliz a triplicar por ele. Merece muito. Na quinta-feira chamei-o ao meu gabinete e perguntei-lhe se queria ter alguns minutos com a equipa B caso não conseguisse jogar connosco. Mas ele disse que não se importava, que queria melhorar, que queria ficar melhor fisicamente. E, por coincidência, o Martim lesionou-se e ele teve a oportunidade, já que o Alberto também tem estado a recuperar. Quando fazes as coisas bem, o karma aparece. Mereceu muito esta noite, este golo e esta exibição.”
Fez quatro substituições praticamente seguidas… “O Nehuén disse-me que estava bem na primeira vez em que lhe perguntei, mas depois sentiu cãibras e precisámos de acelerar essas substituições. Não queríamos correr riscos e decidimos assim.”
Deniz Gul trabalha muito, mas a bola parece que não entra… “As coisas são assim, concordo plenamente. Tem de continuar a trabalhar, a acreditar, e as coisas e os golos vão começar a aparecer.”