Marco Silva disse ainda ser cedo para perceber a gravidade da lesão contraída por Alexander Bah, na visita do Benfica ao Marítimo (3-0), na tarde de sábado, da 5.ª jornada da I Liga. Em conferência de imprensa, o treinador das águias também explicou os motivos que o levaram a apostar em Kaminski para render o lateral direito, revelando que Daniel Banjaqui regressou de lesão e que vai competir na equipa B para ganhar o ritmo certo.
“Vamos ver. É muito prematuro, para já, dizer algo. O jogador amanhã [domingo] irá começar a fazer os exames necessários para termos mais certezas. O departamento médico irá comunicar convosco quando houver mais certeza daquilo que é o estado do jogador. Neste momento, como deve calcular, tem aquela zona imobilizada. Vamos ver, a partir de amanhã [domingo], o resultado dos exames. Não é agradável. Não é uma situação em que eu possa dizer que vai estar no próximo jogo ou que não vai estar nos próximos jogos. Ainda é muito cedo. Esperemos que não seja nada de grave. É um jogador que normalmente tem uma resiliência muito grande na forma como joga, na atitude que mete em todos os treinos. Mas, pronto, é uma lesão muito específica, uma lesão no ombro. Iremos ver o que irá acontecer. Infelizmente para nós, foi num momento em que ele estava bem”, começou por dizer Marco Silva.
“Temos de trabalhar com os outros jogadores que temos. Hoje foi um exemplo disso. O Banjaqui também vinha de lesão e nós decidimos colocá-lo a jogar na equipa B para ter minutos, para ter jogo. Acho que foi uma decisão importante da nossa parte para que possa estar com mais jogo nas pernas para o que aí vem”, frisou.
Pouco depois do intervalo, Marco Silva fez um duplo ajuste na equipa, fazendo entrar Alessandro Circati e Andreas Schjelderup para os lugares de Rafa e Sudakov, motivando, também, a subida de Kaminski no corredor. As mexidas surtiram efeito e o Benfica acabaria por marcar mais dois golos.
“Na segunda parte alterámos um pouco a posição do Leandro [Barreiro] para estar um pouco mais perto do João, para não termos tanta gente na última linha e podermos acalmar um pouco mais o jogo. Foi isso que fomos fazendo e controlámos a segunda parte toda. A entrada do Circati e do Schjelderup teve um impacto muito grande. O nosso segundo golo, da forma como marcámos, numa situação trabalhada, também é muito importante fazê-lo. Em jogos como este, em que está difícil, e mesmo quando não estão, a bola parada tem uma grande influência e cada vez maior. É por isso que também trabalhamos da forma como trabalhamos e fazemos os jogadores entenderem que são momentos que podem decidir o jogo. Esse golo, com a entrada dos dois jogadores, foi fundamental para nós”, argumentou.
“Um grande impacto dos jogadores que vieram. Neste caso, o Schjelderup e, quando alterámos a posição do Prestianni… São jogadores que ligam muito bem, são jogadores que se entendem muito bem dentro do campo. Depois, o Circati deu-nos um pouco mais de segurança no corredor, um jogador um pouco mais posicional. Alterámos a estratégia porque já não tínhamos o Rafa no corredor direito. O Kuba [Kamiński] deu largura e, a partir daí, a equipa ficou equilibrada de outra forma, se assim posso dizer. E controlámos o jogo até ao fim, para finalizar com um grande golo do Prestianni”, rematou Marco Silva.